16 de junho de 2017

Um apartamento vazio e uma cabeça cheia.



Estou me perguntando até onde eu posso chegar assim, até onde eu consigo andar sem sentir minhas pernas. Estou sozinha, numa casa vazia o feriado todo, me imaginando no mundo sem o par de olhos que eu segui por tanto tempo. Me imaginando caminhando sozinha, depois de anos esperando que ele me desse mão, mesmo que tenha sido tudo uma grande farsa, eu nunca me senti tão só quanto agora. 

Mesmo tendo aberto meus olhos, ainda dói como nunca, todos os dias. Cada manhã, quando coloco meus pés no chão, sinto como se doesse ainda mais que na noite anterior. Não cessa, não diminui, não me da paz. E cada minuto dos dias exageradamente longos que chegam, me lembram tudo que podia ter tido e abri mão. Me lembram cada frase que ele repetia da boca pra fora, que me fizeram desistir de ir embora dezenas de vezes. Me lembram que eu estive ao lado dele até o dia em que ele julgou útil e nenhum a mais.

Eu estou sentada em frente a uma parede branca e quase consigo ouvir o som da voz dele me julgando, seus conceitos baixos sobre mim e o maldito menosprezo por tudo que eu senti. Ele levou toda minha fé e atirou em algum lugar qualquer. Eu amei até quase enlouquecer, um homem que nunca esteve aqui e agora o fantasma dele me persegue aonde quer que eu vá.

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