13 de abril de 2017

Sempre a mesma história.


Eu não sei se você ainda lê as coisas que deixo aqui. Mas são todas pra você. Eu não sei se você ainda se importa em saber, mas é sempre sobre você. E se por acaso está lendo isso agora, saiba que conseguiu. Você venceu.

Quanta bobagem minha pensar que dessa vez seria diferente, quanta ingenuidade imaginar que você escolheria ficar. Depois de todos esses anos eu ainda não sei dizer o que machuca mais, não saber de você ou saber que vai muito bem sem mim. De todas as coisas que já me feriram, a sua insegurança sempre foi a que chegou mais fundo. Em anos, você nunca me deixou na mão, mas nunca a segurou de verdade. Você esteva aqui, mas sempre pela metade. Enquanto eu fugia dezenas de vezes da sua indecisão, você permanecia sentado repetindo: eu sou assim. E era eu quem sempre batia na sua porta outra vez. Era eu quem voltava atrás, por que você sempre foi a pessoa que eu amei, em todos esses anos, eu sempre voltei.

Em cada ida eu me partia em centenas de pedaços, em cada retorno eu me enchia de esperança. Eu te esperei por muito tempo, antes de seguir minha vida. E você só me quis quando outro ameaçou me levar. Mas veja como a vida age, o mundo deu diversas voltas e eu estou aqui mais uma vez, parada na sua porta, mas ela esta fechada. Outra vez você tinha mais opções, outra vez eu não fui sua escolha. Dizem que a história se repete quando há algo para se aprender, talvez eu precise aprender a não confiar em você.

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