27 de abril de 2016

Não perdoou.


Nunca vou aceitar suas desculpas, por mais bem elaboradas que tenham sido feitas, nunca vou perdoar sua covardia e nem em mil anos, irei compactuar com sua fraqueza. Você abriu mão do único amor que conheci, abriu mão como quem pede a conta, levanta da mesa e vai embora. Abriu mão como se fosse mais fácil parar no meio caminho e nunca descobrir o que havia na linha de chegada.

Eu poderia perdoar sua falta de amor, perdoaria sua sinceridade de olhar no olhos e dizer que nunca estive entre os seus planos, mas não perdoou sua fraqueza. Não perdoou você me deixar com um belo texto de abnegação e um eu te amo no final, só pra eu continuar me torturando com uma chance que eu nunca tive. Não perdoou você amar mais o conforto da estabilidade do que a mim, não te perdoou e nunca vou perdoar qualquer ato de covardia contra si mesmo. 

Ora, tenha a decência de me olhar nos olhos e dizer que nunca fui mais do que uma aventura que saiu do seu controle. Não ouse falar de amor comigo, não tente me convencer que sente o mesmo, você é fraco demais pra sentir sequer metade do que eu sinto. Vá embora com seu pouco amor, com sua pouca vontade.