21 de fevereiro de 2016

Divergência.


Passamos semanas discutindo o mesmo assunto sem chegar à lugar algum. Você parece esperar que tudo se ajeite sozinho, enquanto eu enlouqueço. Cada dia que passa você me parece mais inalcançável. Estou sentada te vendo escapar das minhas mãos aos pouquinhos e isso é tudo que eu jurei que não faria. De todas as formas que imaginei que terminaríamos, a única que não passou pela minha cabeça, foi a de que acabaríamos fingindo que nunca houve nada. E eu me recuso, me recuso a voltarmos ao que era antes, me recuso a fingir que concordei que a amizade era mais importante, não é. Nunca vai ser. Não importa o quanto eu tente me convencer de que te ter pela metade é melhor do que não ter, isso nunca fará sentido pra mim. Nunca me acostumarei com a ideia de que você se privou e me privou de algo bom, por medo de falhar. E se é um direito seu não querer arriscar, é um direito meu te pedir pra ir embora. Eu não aceito nada menos do que tudo que você pode me dar, não me contento em só te ver sem te tocar. Sua amizade é muito pouco perto do que eu desejo e te manter por perto é lembrar todos os dias que eu falhei, que o homem que eu amo, simplesmente não sente o mesmo.

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