27 de dezembro de 2015

Uma despedida sútil.


Eu poderia facilmente enumerar uma lista de pelo menos 35 bons motivos, pelos quais nós jamais daríamos certo. Citaria sem dificuldade alguma uma dezena de pessoas que não nos aprovariam juntos e ainda assim permaneceria do seu lado. Eu soltaria cada cada laço que me prende se você me segurasse. Nós somos tão diferentes que me parece um disparate eu ter me apaixonado. Mas quando eu te olho todos os meus erros fazem sentido, antes de você eram apenas preliminares.

Talvez nada disso faça sentido pra você, talvez não signifique nada essas coisas que acaba de ler, talvez já tenha até traçado um plano de futuro sem mim. Não posso te obrigar a entender todas as coisas malucas que quis, que ainda quero, viver com você. Menos ainda te forçar a sentir o mesmo, e ainda que pudesse não o faria, eu sempre quis que gostasse de mim só pelo prazer de gostar. Por isso nunca te pedi nada em troca do afeto que ofereci.

Se as centenas de dias que passamos juntos não te tocaram de forma alguma, não há nada mais justo e digno do que me retirar em silêncio. Eu nunca implorei por nada, acredito que se não é me dado de livre vontade, então eu não mereço e nem preciso ter.

Nenhum comentário:

Postar um comentário