12 de maio de 2015

Yin e Yang.


Ele cura gripe, mal estar e mal olhado, não há mal humor que se firme quando ele esta aqui. Não precisa dizer nada, o silêncio dele já é suficiente pra mim. Ele tem aquele jeito de calmaria, que eu nunca gostei e parece nunca perder o controle. Eu mal consigo falar devagar e ele sempre me obriga a esperar. Nunca o ouvi erguer o tom de voz, nem mesmo quando eu gritei, e mesmo assim sempre me venceu em qualquer conversa. Ele me desacelera, acalma minhas tempestades e me ensina que não é preciso ter pressa de viver. Cada vez que ponho meus olhos nele encontro um novo detalhe pra gostar. Olhar fundo pra aqueles olhos, que ora são verdes ora são castanhos, me faz um bem que não encontro em mais ninguém. Parece pecado gostar tanto assim de alguém. 

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