2 de abril de 2015

Sobre a quem quase odeio.


Acabo de te ler em um texto, quase pude enxergar seu nome nas últimas linhas. Acabo de ter uma quase briga contigo e por mais que eu me concentre sou incapaz de sentir realmente qualquer, por menor que seja, vestígio de raiva. O que me leva a ter raiva de mim mesma. Já pensei em te deixar na mão uma centena de milhão de vezes, algumas por puro orgulho, outras só pra te ouvir dizendo: volta. Pensei em bater na sua porta e te dizer todas as coisas que estão engasgadas aqui, mas eu deixo tudo isso pra lá quando você sorri doce. Eu esqueço que sou uma mulher bem resolvida e que não preciso de você, e acabo precisando muito mais. Desaprendi a andar sozinha, porque você tem segurado minha mão sempre que sinto medo. Você é a unica criatura que consegue acalmar as tempestades que vivem em mim. Quando me olha e diz que tudo vai ficar bem, eu acredito. Eu que sempre duvido de tudo, acredito. 

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