10 de abril de 2015

Você não faz ideia.


Mas você não faz ideia, nem nunca ira fazer, da forma como eu vejo tudo. Sou da turma do 8 ou 80. Sou da pequena porcentagem que se apaixona do primeiro ao último centímetro de cada extremidade do corpo. E se eu te quero, quero de dentro pra fora, cada imperfeição irritante, tudo que tenho direito. Quero cada linha do seu corpo perfeitamente traçado. Mas se eu deixar de te querer, meu bem, por favor, nunca mais me procure.

2 de abril de 2015

Sobre a quem quase odeio.


Acabo de te ler em um texto, quase pude enxergar seu nome nas últimas linhas. Acabo de ter uma quase briga contigo e por mais que eu me concentre sou incapaz de sentir realmente qualquer, por menor que seja, vestígio de raiva. O que me leva a ter raiva de mim mesma. Já pensei em te deixar na mão uma centena de milhão de vezes, algumas por puro orgulho, outras só pra te ouvir dizendo: volta. Pensei em bater na sua porta e te dizer todas as coisas que estão engasgadas aqui, mas eu deixo tudo isso pra lá quando você sorri doce. Eu esqueço que sou uma mulher bem resolvida e que não preciso de você, e acabo precisando muito mais. Desaprendi a andar sozinha, porque você tem segurado minha mão sempre que sinto medo. Você é a unica criatura que consegue acalmar as tempestades que vivem em mim. Quando me olha e diz que tudo vai ficar bem, eu acredito. Eu que sempre duvido de tudo, acredito.