23 de fevereiro de 2015

Decidi ficar.


Já fui embora e voltei tantas vezes que acho que nunca cheguei a partir de fato. Para cada passo que dei contra sua direção, andei outros três ao teu encontro. Para cada manhã em que fui embora jurando nunca mais voltar, houveram duas noites em que desejei nunca ter que partir. Meu lugar favorito deixou de ser um lugar e se tornou um alguém. E mesmo te vendo todos os dias, sou ineditamente feliz a cada nova chegada sua. Não há mal que tua presença não cure.

Suponho que nada seja tão instigante quanto teu olhar. Quando penso que estou longe suficiente, você me puxa pelo braço só pra me lembrar que não há distancia física ou psíquica suficiente pra te afastar.

4 de fevereiro de 2015

Em casa


Você ri das minhas ideias, até das mais brilhantes, e sempre discorda. Diz que eu espero o pior de você, mas não entende que é um jeito que inventei de não te amar tanto.Você diz que tenho gostos estranhos, mas estranho mesmo é gostar tanto de alguém assim, feito você. E mais estranho seria se eu não tivesse gostado. Você tem aqueles olhos, aqueles sabe, apaixonantes. Qualquer um que cruze teu caminho há de se apaixonar, de alguma forma.

Eu falo pelos cotovelos só pra não ficar quieta, meu silencio sempre se declara. Eu ando pra longe e me perco as vezes, só pra não passar tanto tempo contigo, quando estou do seu lado qualquer cego vê que estou no meu lugar favorito no mundo. Não sei que diabos você tem, que me faz querer tanto ficar por perto. E agora, como ir embora se você me faz sentir em casa?