20 de novembro de 2013

Não tenho a vida toda pra te dar.


Tenho vontade de ir até sua casa no meio da noite e gritar tudo que ando sentindo. Tenho vontade de bater na sua porta e despejar todo meu descontentamento com você e com o mundo. Te empurrar contra a parede e te obrigar a ouvir que esta agindo feito criança, uma criança muito boba e que vai me perder assim. É, vai me perder. Como quase perdeu quinta passada. Como quase perde todos os dias. Talvez você devesse agradecer à minha insistência por fazer o seu trabalho. É graças a ela que eu ainda estou aqui, acreditando que você é melhor do que se faz parecer. Mas sabe, eu já estou ficando cansada de dar sempre com a cara na porta. De esperar por você e você nunca vir. Talvez esteja na hora de te deixar de uma vez, romper os laços e ir embora. Talvez já esteja na hora de parar de tentar te salvar de si mesmo.

11 de novembro de 2013

"O cara" da minha vida.


Você costumava ser o meu ponto final, todas os planos acabavam em você. E eu nem sequer sei o que eu costumava ser pra você. Eu amava sua liberdade, o modo como fazia tudo sem se importar. O vento batia no seu rosto e eu só conseguia imaginar o resto da minha vida do seu lado. Todo o resto da minha vida com você. Eu te olhava e via um milhão de possibilidades. Me sentar ao seu lado, te dar a mão e dizer pra todos que você era meu, me fazia acreditar que eu não precisava de mais nada. Como se eu respirasse o seu ar.

A gente, soa meio estranho agora, mas era minha expressão favorita. A gente, juntos. Sabe aquele tipo de paixão que te vence, que te desmonta e embaralha as peças. Que te faz se perder e perder tudo. Você foi o meu tipo de paixão que enlouquece, que perturba e faz queimar de dentro pra fora. Ficar sem você me fazia entrar em abstinência. Te ver ir embora foi como se todas as portas e janelas se fechassem, me deixando presa dentro de uma casa vazia. Meu bem, você nunca terá ideia do quão doloroso foi te perder.

Mas o tempo passou como eu nunca pensei que passaria, e as coisas mudaram como eu pensei que nunca mudariam. Eu sai de casa e conheci outras versões de você, outros cheiros parecidos com o teu e corpos semelhantes. Percebi que existia um exemplar seu a cada 100 m de mim e que eu poderia ter qualquer um deles facilmente. Descobri que o mundo vai muito além do que você poderia me oferecer, e que eu posso ir muito mais longe do que você jamais chegará. A paixão acaba quando você enxerga que seu objeto de adoração é muito limitado, pobre de espirito e vazio. A gente cresce e enxerga que "o cara" da nossa vida, o qual passamos metade da adolescência amando, era só um idiota tentando ser descolado, e que existem milhares dele por aí.