17 de outubro de 2013

O fim do amor!


Pior do que o fim de uma relação, é o fim do amor. É o vazio existencial que fica quando todo o resto se vai. Sem nada a dizer, sem cobranças a fazer ou verdades a gritar, o outro deixou de importar. Vocês se esbarram na rua e nada acontece, nenhum sorriso de canto escapa, a paixão acabou. São dois estranhos que viveram uma história, mas não se lembram, dois desconhecidos que nunca mais se conheceram. Depois de tudo que foi vivido, acabar assim parece cruel. O silêncio de duas pessoas que já gritaram tanta coisa é melancólico, quase mórbido. E a pior sensação que se pode ter, é a indiferença que resta quando amor abandona o barco.

10 de outubro de 2013

Essa noite!


Eu nunca estive tão sozinha quanto agora, eu nunca quis tanto sua presença quanto hoje. As pessoas estão lá fora vivendo e eu estou aqui dentro, sozinha, me perguntando onde estou errando. Eu preciso de você essa noite, mas prometi a mim mesma que não te ligaria. Eu ando fazendo muitas promessas difíceis de se cumprir, e acho que vou quebrar essa também.

Já é quase fim de semana. Todo mundo já tem planos para o sábado e eu só consigo pensar que será mais uma noite ruim como tantas, como hoje. Será que você poderia vir me ver, apenas me fazer companhia. Eu me sinto mais só do que nunca e você é o único que não me faz sentir um número ímpar, porque me parece tão solitário quanto eu. O amor anda nos sabotando.

Uma garrafa de qualquer bebida forte o suficiente pra me fazer relaxar, sua conversa fácil e um lugar que não esteja cheio de pessoas vazias, é tudo que eu preciso. Então, por favor, me diga que esta vindo, eu só não quero ficar sozinha essa noite. E não me peça pra sair com alguns amigos, beber e dançar um pouco. Eu estou cheia desses lugares lotados, desses sorrisos falsos pra fotos que acabarão em redes sociais, das músicas que falam sempre a mesma coisa e desse maldito discurso de "lei do desapego" de gente que fracassou no amor. Eu não quero ter pessoas à minha volta, eu quero me sentir acompanhada.

O último texto.


Eu tinha dito a mim mesma que não diria mais nenhuma palavra sobre você, simplesmente por não saber o que dizer. Você costumava estar em toda parte, dentro da minha cabeça o tempo todo, mas eu não sei onde esta você agora. E sinceramente, não me importa mais. Eu costumava pensar em você quando sentia medo, quando me sentia só. Eu te imaginava chegando e acendendo tudo a sua volta, eu realmente acreditava que você tinha esse poder, de mudar tudo que estava errado aqui, devolvendo vida a tudo que eu considerava morto.

Eu fiz e refiz na minha cabeça sua chegada uma centena de vezes, e desenhei cada passo que você daria e todas as razões que te fariam voltar. E eu te aceitaria mais uma vez como se todo o intervalo entre a despedida e a sua volta nunca tivesse acontecido. Eu rodei esse filme dentro da minha cabeça mais de mil vezes e esperei você por muito tempo, tempo demais eu diria, mas você nunca voltou. O filme nunca aconteceu fora da minha cabeça. E agora eu pareço uma tola dizendo todas essas coisas sobre um homem que foi embora.

Você teve tempo suficiente pra ligar, mandar mensagem, carta, telegrama, qualquer coisa, mas o fez. Não fez nada. E foi então que eu percebi que o homem por quem eu esperava ansiosamente pela volta, não tinha o menor interesse em voltar. Não tinha o menor interesse em mim.

9 de outubro de 2013

Seu óculos quebrado!


Noite passada coloquei nossa música como despertador só pra lembrar de você pela manhã. Reli suas mensagens antigas e mudei o nome da pasta onde esta guardada sua foto, revirei meu quarto procurando qualquer coisa que me lembrasse você e só encontrei aquele seu óculos que eu quebrei, torci, arranquei as lentes e joguei contra a parede quando você agiu feito imbecil, mas que depois guardei mesmo assim. Sei lá, eu não gosto de jogar lembranças fora, sempre acho que um dia vão ser úteis.

Me sentei no chão em baixo da janela com o óculos, ou o que sobrou dele, nas mãos, e sorri. Você tinha me dado aquele óculos horroroso na segunda vez que nos encontramos. Tirou do rosto e colocou em mim, e ele era realmente grande pro meu rosto fino, mas na hora isso nem importou. Era um presente, era uma lembrança daquela tarde em que passamos juntos e eu adoro lembranças, mesmo que seja um papel amaçado, uma flor roubada ou um óculos relativamente grande. Eu gosto das coisas pelo que elas significam, pelo que querem dizer independente de seu preço ou origem.

E apesar de agora parecer só um pedaço de metal retorcido com duas lentes quebradas, ele ainda é uma lembrança pra mim. Me lembra a nossa melhor tarde juntos, naquele parque em construção, com direito a sorvete, colo e pôr do sol. Com direito à melhor parte de você, aquela que fez sentir sua falta o dia todo. E se depois de tudo isso você ainda não entendeu, vou esclarecer: eu to com saudade.

7 de outubro de 2013

O cara morno.


O amor é mesmo sacana. É mesmo um porre. A gente nunca ama o cara ideal. Sabe, aquele que ta aqui do lado, aquele que gosta da sua bagunça, tanto no guarda-roupa quanto na vida. Aquele que corre atrás, que manda mensagem, que puxa a cadeira, que puxa o saco. Aquele que te ama sem ser amado, que entende sua falta de jeito, que aceita numa boa o seu toco num sábado a noite só porque você não tava afim. Aquele que ouve suas reclamações, seus dramas, suas manhas. Que te mima e te defende, que se faz de tonto só pra não ver que toda sua chatice é só falta de tesão. Por que eu não consigo amar esse homem? Porque nunca gosto do homem certo?
Eu até tento, eu gosto de tudo que ele faz, mas só quando não é ele que faz. Ele é o sujeito que sua mãe, sua irmã e até aquela tia-avó do seu pai gostariam de chamar de seu marido, mas não dá, você até leva por um tempo, enrola daqui, inventa uma dor de cabeça ali e empurra com a barriga enquanto dá, só pra não ficar sozinha naquele feriado prolongado em que todo mundo já tem compromisso. Mas chega uma hora que olhar pra cara dele te faz querer adotar um gato e viver sozinha pra sempre. Não existe mulher bem resolvida no mundo, que suporte por muito tempo a companhia do cara morno. É, ele é morno, quase sonso eu diria.
Falta calor, falta paixão e falta até briga. Falta ele se amar mais, porque gente submissa eu to dispensando. Falta ele ser mais homem e menos fantoche e falta, sobretudo, ele ter personalidade. E saber quando é hora de tirar o time de campo e ir procurar alguém que ache ele digno de um relacionamento sério e não só um lance pras noites de quarta.

Quase ódio!


Eu queria desesperadamente te mostrar cada verso que já escrevi sobre você, só pra te ver tonto com todo o meu exagero. E descobrir qual cara você faria ao saber as coisas horríveis que já falei a seu respeito. Queria te mostrar todos os meus textos, especialmente aqueles em que citei cada um dos teus detestáveis defeitos, só pra você saber que apesar de te amar, eu quase consigo te odiar.

Nada mudou.


Eu era ridiculamente apaixonada, aliás ainda sou, e você era estupidamente cego e continua assim. Se repararmos bem, nada mudou. Ainda somos os mesmos, cometendo os mesmos erros de sempre. Eu continuo irremediavelmente apaixonada e você continua achando que pode ser feliz longe de mim.