19 de agosto de 2013

Sobre mim ou sobre nós, mais uma vez!


Eu não serviria pra escrever uma história, não tenho paciência, quero logo revelar o final. Também não sei inventar muito bem, eu só sei escrever sobre o que conheço, sobre sensações que já senti. Não sei falar de amor sem misturar minhas lembranças. É assim, toda vez que tento escrever sobre alguém, acabo escrevendo sobre mim. E é inevitável lembrar tudo que vivi, sem citar pelo menos um pouquinho de nós dois, de saudade, de você.
Não sei agir como se você não tivesse sido parte importante de mim. Eu não me esqueci de nenhum dia, em nenhum dia. Esta tudo aqui na minha memória ainda. Cada um dos "eu te amo" que você me disse, esta guardado a salvo de qualquer mágoa. E mesmo que tenham sido ditos da boca pra fora, só eu sei o quanto me fazia bem te ouvir me chamar de amor.

10 de agosto de 2013

A verdade sobre mentiras:

Eu acabo de me lembrar da sua ultima frase antes de ir embora: "Não confie em qualquer um, olhe nos olhos e descubra a verdade". E sendo você tão bom com mentiras como é, eu tomo essa frase como uma confissão de que não importa o que a boca diga, os olhos nunca mentem. Acho que essa foi a maior verdade que você me ensinou, que mentir era muito mais fácil do que eu imaginava que fosse. E sobretudo mais útil.
Você pode mentir pra uma plateia ou pra meia duzia. Pode convencer a todos a ponto de confiarem suas vidas a você ou não ser capaz de enganar nem a uma criança. Você pode alterar pequenos detalhes ou inventar algo de proporção gigantesca. Pode mentir diariamente ou com longos intervalos.
Mas isso tudo não importa muito, concentre-se numa verdade, a de que existem três tipos de mentiras: as que protegem, as que tiram vantagem e as que você conta pra si mesmo. E acredite, o pior tipo de enganação é enganar-se!

Por que amor?


Eu liguei uma das dezenas de músicas que você costumava me mandar, olhei pra uma de nossas fotos juntos e fiquei parada observando cada linha do seu rosto e me perguntando porque eu te amei tanto e onde foi parar todo esse amor.
Eu ainda não tenho resposta pra nenhuma das duas perguntas. Só sei que te amei numa intensidade que, com sorte, talvez se repita mais uma vez ou outra na vida. De um jeito absurdo, que muita gente chamaria de exagerado, e talvez tenham razão, talvez você tenha sido mesmo um exagero desde o inicio. Mas o que eu posso dizer, você me ganhou no primeiro sorriso.
Eu nunca havia provado, nem de longe, nada parecido. Você despertava em mim sensações que eu nunca mais ousei sentir com e por ninguém. Eu nunca consegui decifrar você totalmente, nunca fui capaz de entender o que te movia. Talvez eu tenha te desenhado misterioso e impenetrável demais, quando na verdade você era o óbvio que os meus olhos rejeitavam. Talvez seja isso, eu quis tanto que você fosse como os personagens enigmáticos e incompreendidos das minhas histórias, que nem me dei conta de que você era banal demais pra isso.
Não sei, não sei dizer se você escondia alguma ferida ou se era só mais um idiota qualquer. Eu só sei que te amei, tanto a ponto de abrir mão de mim mesma por você. Tanto a ponto a fechar os olhos e seguir sua voz no escuro. E depois de jurar que você seria o meu "pra sempre" é engraçado e estranho te ver e não sentir nem um milimetro do meu corpo, que tremia só de ouvir sua voz, se mover.

2 de agosto de 2013

Tropeços.


Não é amor, nem paixão. Não é uma queda, são tropeços. Eu não exergo bem quando você esta por perto. Eu tropeço no nosso lance, na nossa historia. Eu fico um tanto quanto desequilibrada quando você se aproxima, você desperta o meu lado sincero e isso é realmente ruim. Eu não sei mentir pra você, não sei atuar nem disfarçar. Quando me dou conta já tropecei nos meus próprios pés, nas minhas próprias palavras. Eu me escancaro pra você, mostro tudo. Mostro até demais. Não sei dizer não quando você faz cara de "por favor" e banca a criança birrenta. Não sei dizer eu não te quero mais, mesmo quando você merece ouvir. E toda vez que você vai embora eu juro que não vai existir a próxima, que vou manter a porta fechada mesmo que você bata. E toda vez que você volta eu abro meu maior sorriso e te deixo entrar outra vez.
Não sei o que houve dessa vez, não sei o que te fez recuar, mas adoraria saber. Adoraria saber também se eu te faço a falta que você faz aqui. Se você pensa em nós dois com o mesmo entusiasmo das nossas conversas. Eu adoraria saber muitas coisas que você nunca me esclareceu, mas me contento com a confissão, entre uma cerveja e outra, de que eu sempre estarei na sua lista de desejos, incluindo os mais sujos.