14 de junho de 2013

Agridoce


Minha falta de jeito e meu exagero te afastaram e só eu sei o quanto foi doloroso te ver saindo da minha vida pela porta da frente, te ver abandonando o barco e indo seguir um caminho longe do meu. Eu não estou te culpando ou sequer insinuando que você me deixou quando eu mais precisava, não meu bem. Eu me conheço e sei que as vezes sou sufocante e barulhenta demais. Até entendo o seu abandono. Eu bati o pé, chorei, briguei e até te odeie por ter ido embora, mas eu não sou sempre essa criança birrenta. Só queria te lembrar que também já tivemos bons momentos, já rimos até a barriga doer e fizemos coisas idiotas que talvez seja melhor nem lembrar, você sabe do que estou falando. Eu só queria te lembrar, caso você tenha se esquecido, que eu também tenho um lado amável, um lado que você já foi capaz de amar um dia.

Só os teus olhos.

Eu gosto dos seus olhos, sempre gosto mais de sorrisos, mas no seu caso são os olhos. Eles me encantam. É como se quisessem dizer algo, como se esperassem por alguém que os decifre. Me parecem dois labirintos, me perderia facilmente nos teus olhos, nos teus olhares. E quando você sorri e eles quase se fecham, por Deus, como é lindo. Acho que nunca vi nenhuma combinação tão perfeita quanto seus olhos pequenos e seu sorriso tímido, voltados pra mim. 

A última música!

Ouvi aquela música como se fosse a última vez que eu falaria sobre o que senti. Ouvi como se fosse uma despedida pra nós dois, porque daquele dia em diante eu não me permitiria mais sentir saudades suas. Foi como gritar tudo que eu nunca pronuncie, sobre como você mudou pra sempre minha vida. Eu ouvi tocar até o fim, enquanto dizia ao vazio todas as coisas que gostaria de ter dito a você. Foi a última vez que chorei por sua causa.

Sobre o amor:

Ainda existe aqui um pedaço dele que ficou, quando ele decidiu ir embora. Tenho a impressão de que nunca mais sentirei nada parecido. Aquele sorriso torto é o que vou me lembrar sempre que me perguntarem sobre o amor.

12 de junho de 2013

Um mero conhecido.


Há dias eu estou tentando escrever algo, qualquer coisa, coisa simples. Tentando falar sobre o que sinto, mas só agora percebo que não sinto nada. Absolutamente nada. Eu que costumava ter medo, saudade, ciumes e borboletas por todo o corpo, ainda não me acostumei a ser esse nada ambulante.
Depois de jurar que você seria o meu "pra sempre" é estranho te ver e não sentir nada. Eu me lembro de como eu costumava arrepiar quando você olhava pra mim, e de como me sentia insegura, frágil e sem jeito com sua presença.
Me lembro claramente de como apaixonei por você e de cada detalhe que me fez te querer tanto. Mas não tenho ideia de como ou em que momento deixei isso pra trás. Não sei explicar quando foi que você deixou de ser o pedido das minhas orações, quando foi que deixou de o único e se tornou só mais um. Não sei.
Quando eu menos esperava, finalmente te encontrei, só que dessa vez as luzes não pareciam mais fracas e nem você tão brilhante. O seu sorriso não era mais tão encantador e te ver ir embora não fez diferença. Você que me tirou tanta coisa, não me tira mais nada, nem o sono.