31 de janeiro de 2013

Tão cheia de nada!

Eu tentei. De todas as formas existentes, eu tentei me preencher. Eu não era essa pessoa, não era o que me tornei. Talvez eu fosse melhor antes. Talvez eu fosse mais feliz antes. Os 50 novos amigos que fiz não me fizeram menos sozinha que antes. Não me fizeram esquecer as amizades que perdi. Eu ando por ai sorrindo, mas nenhuma risada que eu solte hoje, é tão inocente e/ou sincera quanto as risadas que soltei antes. Antes de me tornar o que me tornei. Eu nem sei quem eu me tornei. Só sei que foi preciso. Foi preciso me tornar essa estranha, pra continuar vivendo. Foi preciso preencher o espaço que vazio que você deixou e eu acabei o enchendo de coisas desnecessárias, me enchendo de coisas fúteis. Mal reconheço a pessoa que vejo no espelho. Me enchi de estupidez, transbordei de egoísmo. Mas não culpo você, eu culpo a mim mesma, por ser fraca. Por ter vestido uma casca, tão fútil, pra me esconder do mundo. Pra esconder de você o quanto eu estava destruída, enquanto você vivia bem. Culpo a mim mesma por ter me disfarçado atrás de sorrisos falsos em vez de assumir que estava na pior. É, eu estava na pior, eu não havia superado nada, aliás... Eu nunca superei você. Nunca superei a rasteira que me deu. Se tivesse superado não estaria usando até hoje, a armadura que criei naquela época. Não estaria até hoje tentando provar que sou forte. Não estaria, agora mesmo, com medo do amor. Por sua causa eu me tornei outra pessoa. Uma pessoa pior.

28 de janeiro de 2013

Despedida...


Em algum lugar dentro de mim eu acreditava que eram sinceras suas lagrimas. Era como se eu acreditasse querendo desacreditar que você, mesmo que só as vezes, também tinha sentimentos. Que não era uma pedra de gelo como parecia na maior parte do tempo. Eu sabia que tinha algo de errado com você, mas algo me dizia que você não era de todo mal. Como se meu amor reconhecesse dentro de você um sentimento bom. Um sentimento real que nem mesmo você entendia. Como se bem la no fundo, onde ninguém enxerga, onde nem mesmo você tem controle, morasse um sentimento confuso e sufocado...

Só preciso saber de você.

E se fosse você? E se fosse você uma das dezenas de pessoas que morrem todos os dias. Essa noite eu agradeci por você. Agradeci por sua vida, agradeci por você ainda fazer parte desse mundo, mesmo que não faça mais parte do meu mundo. Agradeci por acordar e saber que você ainda respira. Agradeci porque por alguns segundos eu imaginei como seria receber a noticia de que você se foi. E fique sabendo, foi terrível.
Eu descobri que não importa aonde você esteja ou com quem esteja, eu acordo todos os dia e sei que você esta bem. E isso é o que realmente importa. Você esta seguro. Você não faz mais parte dos meus dias, não pertence à minha rotina, não esta nas minhas memórias e historias recentes e provavelmente não fará parte do meu futuro. Mas apesar de tudo isso, eu sei que você esta vivendo. Consegue me entender? faz parte de mim e das minhas necessidades saber que você esta bem. Saber que o um dos pedaços mais importante da minha vida, ainda vive. Não haveria chão suficiente pra eu pisar, em mundo onde você não existisse. Eu desabaria.
Apesar das dezenas de coisas que me impedem de ficar do seu lado, incluindo seu desinteresse, eu ainda preciso saber que você esta ai. Saber que em algum lugar, ainda se pode ouvir o som da sua risada...

19 de janeiro de 2013

Em resumo.

Não há mais sobre o que escrever. Não há mais nós dois. Não há mais medo da distancia, porque ela enfim me venceu. Não há mais você aqui, aliás, talvez você nunca tenha estado mesmo aqui, de alma presente.
Eu te deixei ir embora de vez. E só eu sei o quanto doeu colocar outras pessoas no espaço vazio que você deixou, mas foi preciso. Foi preciso todo o meu esforço pra existir numa realidade em que você não fazia parte. Foi preciso dar o melhor de mim pra não te mandar um texto explicando que não dava pra ser eu sem você. E depois de tudo, eu percebo que a solução não era ter tentado te substituir ou te apagar e sim aceitar que não preciso te esquecer pra deixar de te amar.


Meu ponto fraco:

Só não me peça pra esquecer. Não me peça pra apagar tudo, porque eu já me pedi isso milhares de vezes. E ainda não adiantou. Não me diga que foi um caso passageiro como todos os outros porque não foi. Definitivamente, se tem uma coisa que ele não foi, foi ser como todos os outros. De um jeito, meio ordinário, ele conseguiu fazer a diferença, e eu nem sequer sei porque. Não sei o que tem dentro daqueles olhos castanhos, que me fizeram esquecer do mundo quando os vi. A única coisa que sei é que eles me dominavam.
Não é algo que eu possa explicar. Não há absolutamente nada de espetacular nele, a não ser o tamanho do seu ego. É só um cara comum, que leva uma vida comum. Não há nada de diferente, não há nada de misterioso ou encantador. É como o cara que mora na esquina da sua casa, como o ex-namorado da sua cabeleireira, como o amigo do seu primo ou o primo do seu amigo, tanto faz. É um desses homens que tem sorriso escancarado e o mesmo texto pronto pra todas. Descomplicados e fáceis. O tipo de cara que faz da vida uma festa e que toda mulher já teve, ou ainda terá, um exemplar em casa. Tipos banais que você poderia até colecionar se quisesse. 
Talvez seja esse o encanto. A conversa descontraída, o riso fácil, o jeito desinibido, o brilho nos olhos, a praticidade. Quem não se apaixonaria por alguém que faz tudo ao redor parecer mais simples e divertido. Ele é desses, sem tirar nem por. E por alguma razão filha da puta, até hoje, ele foi o único que conseguiu abalar toda minha estrutura. E deixou bem claro meu ponto fraco: cafajestes.