27 de dezembro de 2013

Meu lar.


Queria sair do meu corpo e te visitar só pra saber como você esta. Faz tanto tempo desde a última vez, que mal me lembro dos teus olhos castanhos. E de repente me deu vontade de te ver, só ver, ver como anda. De longe mesmo, sem que você perceba. Porque eu já aceitei que nós nunca daríamos certo, que não tínhamos motivo e que não temos solução. E que a melhor coisa que você me fez, foi ter ido embora. Mas eu ainda me lembro de tudo, tem coisas que eu ainda procuro e que só encontrei em você.

É que eu andei por muitos lugares, estive em muitos outros abraços e descobri que só contigo eu me sentia em casa. Você é meu lar, mesmo que não saiba, mesmo que não queira, mesmo que não se lembre ou que me odeie, você sempre será o meu lar. Você sempre será a pessoa em quem eu pensarei quando me perguntarem sobre amor, mesmo que eu nunca diga seu nome. Você sempre será o lugar pra onde eu desejaria voltar. A melhor época que vivi, os melhores dias de sol, as melhores canções. Você sempre será aquela parte da história em que a gente para, respira, sorri e continua...

20 de novembro de 2013

Não tenho a vida toda pra te dar.


Tenho vontade de ir até sua casa no meio da noite e gritar tudo que ando sentindo. Tenho vontade de bater na sua porta e despejar todo meu descontentamento com você e com o mundo. Te empurrar contra a parede e te obrigar a ouvir que esta agindo feito criança, uma criança muito boba e que vai me perder assim. É, vai me perder. Como quase perdeu quinta passada. Como quase perde todos os dias. Talvez você devesse agradecer à minha insistência por fazer o seu trabalho. É graças a ela que eu ainda estou aqui, acreditando que você é melhor do que se faz parecer. Mas sabe, eu já estou ficando cansada de dar sempre com a cara na porta. De esperar por você e você nunca vir. Talvez esteja na hora de te deixar de uma vez, romper os laços e ir embora. Talvez já esteja na hora de parar de tentar te salvar de si mesmo.

11 de novembro de 2013

"O cara" da minha vida.


Você costumava ser o meu ponto final, todas os planos acabavam em você. E eu nem sequer sei o que eu costumava ser pra você. Eu amava sua liberdade, o modo como fazia tudo sem se importar. O vento batia no seu rosto e eu só conseguia imaginar o resto da minha vida do seu lado. Todo o resto da minha vida com você. Eu te olhava e via um milhão de possibilidades. Me sentar ao seu lado, te dar a mão e dizer pra todos que você era meu, me fazia acreditar que eu não precisava de mais nada. Como se eu respirasse o seu ar.

A gente, soa meio estranho agora, mas era minha expressão favorita. A gente, juntos. Sabe aquele tipo de paixão que te vence, que te desmonta e embaralha as peças. Que te faz se perder e perder tudo. Você foi o meu tipo de paixão que enlouquece, que perturba e faz queimar de dentro pra fora. Ficar sem você me fazia entrar em abstinência. Te ver ir embora foi como se todas as portas e janelas se fechassem, me deixando presa dentro de uma casa vazia. Meu bem, você nunca terá ideia do quão doloroso foi te perder.

Mas o tempo passou como eu nunca pensei que passaria, e as coisas mudaram como eu pensei que nunca mudariam. Eu sai de casa e conheci outras versões de você, outros cheiros parecidos com o teu e corpos semelhantes. Percebi que existia um exemplar seu a cada 100 m de mim e que eu poderia ter qualquer um deles facilmente. Descobri que o mundo vai muito além do que você poderia me oferecer, e que eu posso ir muito mais longe do que você jamais chegará. A paixão acaba quando você enxerga que seu objeto de adoração é muito limitado, pobre de espirito e vazio. A gente cresce e enxerga que "o cara" da nossa vida, o qual passamos metade da adolescência amando, era só um idiota tentando ser descolado, e que existem milhares dele por aí.

17 de outubro de 2013

O fim do amor!


Pior do que o fim de uma relação, é o fim do amor. É o vazio existencial que fica quando todo o resto se vai. Sem nada a dizer, sem cobranças a fazer ou verdades a gritar, o outro deixou de importar. Vocês se esbarram na rua e nada acontece, nenhum sorriso de canto escapa, a paixão acabou. São dois estranhos que viveram uma história, mas não se lembram, dois desconhecidos que nunca mais se conheceram. Depois de tudo que foi vivido, acabar assim parece cruel. O silêncio de duas pessoas que já gritaram tanta coisa é melancólico, quase mórbido. E a pior sensação que se pode ter, é a indiferença que resta quando amor abandona o barco.

10 de outubro de 2013

Essa noite!


Eu nunca estive tão sozinha quanto agora, eu nunca quis tanto sua presença quanto hoje. As pessoas estão lá fora vivendo e eu estou aqui dentro, sozinha, me perguntando onde estou errando. Eu preciso de você essa noite, mas prometi a mim mesma que não te ligaria. Eu ando fazendo muitas promessas difíceis de se cumprir, e acho que vou quebrar essa também.

Já é quase fim de semana. Todo mundo já tem planos para o sábado e eu só consigo pensar que será mais uma noite ruim como tantas, como hoje. Será que você poderia vir me ver, apenas me fazer companhia. Eu me sinto mais só do que nunca e você é o único que não me faz sentir um número ímpar, porque me parece tão solitário quanto eu. O amor anda nos sabotando.

Uma garrafa de qualquer bebida forte o suficiente pra me fazer relaxar, sua conversa fácil e um lugar que não esteja cheio de pessoas vazias, é tudo que eu preciso. Então, por favor, me diga que esta vindo, eu só não quero ficar sozinha essa noite. E não me peça pra sair com alguns amigos, beber e dançar um pouco. Eu estou cheia desses lugares lotados, desses sorrisos falsos pra fotos que acabarão em redes sociais, das músicas que falam sempre a mesma coisa e desse maldito discurso de "lei do desapego" de gente que fracassou no amor. Eu não quero ter pessoas à minha volta, eu quero me sentir acompanhada.

O último texto.


Eu tinha dito a mim mesma que não diria mais nenhuma palavra sobre você, simplesmente por não saber o que dizer. Você costumava estar em toda parte, dentro da minha cabeça o tempo todo, mas eu não sei onde esta você agora. E sinceramente, não me importa mais. Eu costumava pensar em você quando sentia medo, quando me sentia só. Eu te imaginava chegando e acendendo tudo a sua volta, eu realmente acreditava que você tinha esse poder, de mudar tudo que estava errado aqui, devolvendo vida a tudo que eu considerava morto.

Eu fiz e refiz na minha cabeça sua chegada uma centena de vezes, e desenhei cada passo que você daria e todas as razões que te fariam voltar. E eu te aceitaria mais uma vez como se todo o intervalo entre a despedida e a sua volta nunca tivesse acontecido. Eu rodei esse filme dentro da minha cabeça mais de mil vezes e esperei você por muito tempo, tempo demais eu diria, mas você nunca voltou. O filme nunca aconteceu fora da minha cabeça. E agora eu pareço uma tola dizendo todas essas coisas sobre um homem que foi embora.

Você teve tempo suficiente pra ligar, mandar mensagem, carta, telegrama, qualquer coisa, mas o fez. Não fez nada. E foi então que eu percebi que o homem por quem eu esperava ansiosamente pela volta, não tinha o menor interesse em voltar. Não tinha o menor interesse em mim.

9 de outubro de 2013

Seu óculos quebrado!


Noite passada coloquei nossa música como despertador só pra lembrar de você pela manhã. Reli suas mensagens antigas e mudei o nome da pasta onde esta guardada sua foto, revirei meu quarto procurando qualquer coisa que me lembrasse você e só encontrei aquele seu óculos que eu quebrei, torci, arranquei as lentes e joguei contra a parede quando você agiu feito imbecil, mas que depois guardei mesmo assim. Sei lá, eu não gosto de jogar lembranças fora, sempre acho que um dia vão ser úteis.

Me sentei no chão em baixo da janela com o óculos, ou o que sobrou dele, nas mãos, e sorri. Você tinha me dado aquele óculos horroroso na segunda vez que nos encontramos. Tirou do rosto e colocou em mim, e ele era realmente grande pro meu rosto fino, mas na hora isso nem importou. Era um presente, era uma lembrança daquela tarde em que passamos juntos e eu adoro lembranças, mesmo que seja um papel amaçado, uma flor roubada ou um óculos relativamente grande. Eu gosto das coisas pelo que elas significam, pelo que querem dizer independente de seu preço ou origem.

E apesar de agora parecer só um pedaço de metal retorcido com duas lentes quebradas, ele ainda é uma lembrança pra mim. Me lembra a nossa melhor tarde juntos, naquele parque em construção, com direito a sorvete, colo e pôr do sol. Com direito à melhor parte de você, aquela que fez sentir sua falta o dia todo. E se depois de tudo isso você ainda não entendeu, vou esclarecer: eu to com saudade.

7 de outubro de 2013

O cara morno.


O amor é mesmo sacana. É mesmo um porre. A gente nunca ama o cara ideal. Sabe, aquele que ta aqui do lado, aquele que gosta da sua bagunça, tanto no guarda-roupa quanto na vida. Aquele que corre atrás, que manda mensagem, que puxa a cadeira, que puxa o saco. Aquele que te ama sem ser amado, que entende sua falta de jeito, que aceita numa boa o seu toco num sábado a noite só porque você não tava afim. Aquele que ouve suas reclamações, seus dramas, suas manhas. Que te mima e te defende, que se faz de tonto só pra não ver que toda sua chatice é só falta de tesão. Por que eu não consigo amar esse homem? Porque nunca gosto do homem certo?
Eu até tento, eu gosto de tudo que ele faz, mas só quando não é ele que faz. Ele é o sujeito que sua mãe, sua irmã e até aquela tia-avó do seu pai gostariam de chamar de seu marido, mas não dá, você até leva por um tempo, enrola daqui, inventa uma dor de cabeça ali e empurra com a barriga enquanto dá, só pra não ficar sozinha naquele feriado prolongado em que todo mundo já tem compromisso. Mas chega uma hora que olhar pra cara dele te faz querer adotar um gato e viver sozinha pra sempre. Não existe mulher bem resolvida no mundo, que suporte por muito tempo a companhia do cara morno. É, ele é morno, quase sonso eu diria.
Falta calor, falta paixão e falta até briga. Falta ele se amar mais, porque gente submissa eu to dispensando. Falta ele ser mais homem e menos fantoche e falta, sobretudo, ele ter personalidade. E saber quando é hora de tirar o time de campo e ir procurar alguém que ache ele digno de um relacionamento sério e não só um lance pras noites de quarta.

Quase ódio!


Eu queria desesperadamente te mostrar cada verso que já escrevi sobre você, só pra te ver tonto com todo o meu exagero. E descobrir qual cara você faria ao saber as coisas horríveis que já falei a seu respeito. Queria te mostrar todos os meus textos, especialmente aqueles em que citei cada um dos teus detestáveis defeitos, só pra você saber que apesar de te amar, eu quase consigo te odiar.

Nada mudou.


Eu era ridiculamente apaixonada, aliás ainda sou, e você era estupidamente cego e continua assim. Se repararmos bem, nada mudou. Ainda somos os mesmos, cometendo os mesmos erros de sempre. Eu continuo irremediavelmente apaixonada e você continua achando que pode ser feliz longe de mim.

23 de setembro de 2013

Todo mundo muda.



"Para sempre" e "nunca mais". São expressões traidoras, tanto pra quem ouve, quanto pra quem diz. Fazem parte de promessas que dificilmente são cumpridas. E não é que sejam mentiras, as vezes quem as pronunciou também que acreditava no que dizia, mas as pessoas mudam e mudam-se as vontades. E não é por mal, mudar é natural.

14 de setembro de 2013

De vítima à vilã.


E depois de tanto tempo me identificando com frases de pessoas abandonadas, hoje sou eu quem abandona. As vezes é preciso deixar de ser a vitima e se tornar o vilão pra entender que o único responsável pela sua felicidade é você mesmo. Sem essa de "você me deixou quando eu mais precisava" ou "você fez eu me sentir especial e depois desapareceu". Esqueça todos esses lamentos e essa maldita autopiedade, ninguém é responsável pelo seu drama. Ser deixada dói, ser traída dói, e dói pra caralho, mas ficar em casa num sábado a noite chorando porque foi feita de otária, só te faz ainda mais otária. Mesmo que falte ânimo, saia. Mesmo que falte festa, dance. Mesmo que falte vontade, beba. Porque uma coisa que nunca faltou e nunca faltará são os bons amigos.
Fossa tem prazo de validade, chega uma hora que as pessoas perdem o saco de te ouvir choramingar, e ao invés de continuarem solidarias à sua dor elas passam a ter raiva de você, e essa, minha querida ou querido, é a hora de parar. É a hora de secar os olhos, limpar o nariz que esta escorrendo, sair da cama, tirar o pijama, o mesmo que você esta usando a uma semana sem lavar e parar com o drama. Enfim, é a hora de sair do luto e mudar o foco.
Nenhuma dor dura pra sempre e nenhuma mulher que se preze chora pelo mesmo homem a vida toda. Se ele quer ir embora, deixe-o ir e se ele já foi, não vá atrás. Recupere seu amor próprio que deve estar jogado em algum canto da casa e vista-o novamente. Pra todo amor incorrespondido, existem outros amores para serem vividos. Acredite.

19 de agosto de 2013

Sobre mim ou sobre nós, mais uma vez!


Eu não serviria pra escrever uma história, não tenho paciência, quero logo revelar o final. Também não sei inventar muito bem, eu só sei escrever sobre o que conheço, sobre sensações que já senti. Não sei falar de amor sem misturar minhas lembranças. É assim, toda vez que tento escrever sobre alguém, acabo escrevendo sobre mim. E é inevitável lembrar tudo que vivi, sem citar pelo menos um pouquinho de nós dois, de saudade, de você.
Não sei agir como se você não tivesse sido parte importante de mim. Eu não me esqueci de nenhum dia, em nenhum dia. Esta tudo aqui na minha memória ainda. Cada um dos "eu te amo" que você me disse, esta guardado a salvo de qualquer mágoa. E mesmo que tenham sido ditos da boca pra fora, só eu sei o quanto me fazia bem te ouvir me chamar de amor.

10 de agosto de 2013

A verdade sobre mentiras:

Eu acabo de me lembrar da sua ultima frase antes de ir embora: "Não confie em qualquer um, olhe nos olhos e descubra a verdade". E sendo você tão bom com mentiras como é, eu tomo essa frase como uma confissão de que não importa o que a boca diga, os olhos nunca mentem. Acho que essa foi a maior verdade que você me ensinou, que mentir era muito mais fácil do que eu imaginava que fosse. E sobretudo mais útil.
Você pode mentir pra uma plateia ou pra meia duzia. Pode convencer a todos a ponto de confiarem suas vidas a você ou não ser capaz de enganar nem a uma criança. Você pode alterar pequenos detalhes ou inventar algo de proporção gigantesca. Pode mentir diariamente ou com longos intervalos.
Mas isso tudo não importa muito, concentre-se numa verdade, a de que existem três tipos de mentiras: as que protegem, as que tiram vantagem e as que você conta pra si mesmo. E acredite, o pior tipo de enganação é enganar-se!

Por que amor?


Eu liguei uma das dezenas de músicas que você costumava me mandar, olhei pra uma de nossas fotos juntos e fiquei parada observando cada linha do seu rosto e me perguntando porque eu te amei tanto e onde foi parar todo esse amor.
Eu ainda não tenho resposta pra nenhuma das duas perguntas. Só sei que te amei numa intensidade que, com sorte, talvez se repita mais uma vez ou outra na vida. De um jeito absurdo, que muita gente chamaria de exagerado, e talvez tenham razão, talvez você tenha sido mesmo um exagero desde o inicio. Mas o que eu posso dizer, você me ganhou no primeiro sorriso.
Eu nunca havia provado, nem de longe, nada parecido. Você despertava em mim sensações que eu nunca mais ousei sentir com e por ninguém. Eu nunca consegui decifrar você totalmente, nunca fui capaz de entender o que te movia. Talvez eu tenha te desenhado misterioso e impenetrável demais, quando na verdade você era o óbvio que os meus olhos rejeitavam. Talvez seja isso, eu quis tanto que você fosse como os personagens enigmáticos e incompreendidos das minhas histórias, que nem me dei conta de que você era banal demais pra isso.
Não sei, não sei dizer se você escondia alguma ferida ou se era só mais um idiota qualquer. Eu só sei que te amei, tanto a ponto de abrir mão de mim mesma por você. Tanto a ponto a fechar os olhos e seguir sua voz no escuro. E depois de jurar que você seria o meu "pra sempre" é engraçado e estranho te ver e não sentir nem um milimetro do meu corpo, que tremia só de ouvir sua voz, se mover.

2 de agosto de 2013

Tropeços.


Não é amor, nem paixão. Não é uma queda, são tropeços. Eu não exergo bem quando você esta por perto. Eu tropeço no nosso lance, na nossa historia. Eu fico um tanto quanto desequilibrada quando você se aproxima, você desperta o meu lado sincero e isso é realmente ruim. Eu não sei mentir pra você, não sei atuar nem disfarçar. Quando me dou conta já tropecei nos meus próprios pés, nas minhas próprias palavras. Eu me escancaro pra você, mostro tudo. Mostro até demais. Não sei dizer não quando você faz cara de "por favor" e banca a criança birrenta. Não sei dizer eu não te quero mais, mesmo quando você merece ouvir. E toda vez que você vai embora eu juro que não vai existir a próxima, que vou manter a porta fechada mesmo que você bata. E toda vez que você volta eu abro meu maior sorriso e te deixo entrar outra vez.
Não sei o que houve dessa vez, não sei o que te fez recuar, mas adoraria saber. Adoraria saber também se eu te faço a falta que você faz aqui. Se você pensa em nós dois com o mesmo entusiasmo das nossas conversas. Eu adoraria saber muitas coisas que você nunca me esclareceu, mas me contento com a confissão, entre uma cerveja e outra, de que eu sempre estarei na sua lista de desejos, incluindo os mais sujos.

15 de julho de 2013

Você permanece aqui.


Você apareceu numa tarde de um domingo sonolento e quem diria que você mudaria tudo, pra sempre. Não foi só a minha vida que você tocou, foi a de todos à minha volta. Em pouco tempo você se tornaria parte do elenco principal e inesquecível nos dias de todas as pessoas próximas a mim. Alguns te odiavam e outros te amavam, pelos mesmos motivos.
Hoje, depois de tanto tempo me dei conta de que você não esta mais aqui, mas permanece presente na memória. Meus amigos, nossos amigos, ainda se lembram de nós. Ainda se lembram de você e das dezenas de história em que você foi o protagonista. Você e sua maldita facilidade em ser o centro das atenções, me encantavam. Todos os erros que cometeu por onde passou são só lembranças, são só o que restou de você. O erro mais divertido que já cometi, meu erro predileto.
As coisas não mudaram muito, ainda rimos das suas mancadas e tocamos no seu nome vez ou outra. Ainda somos os mesmos e frequentamos o mesmos lugares. Uns, como eu, tem uma lista de defeitos que odeiam em você. Outros acham que esse teu jeito torto é o que faz a diferença. Mas há algo em que todos concordam, você é único. É um imbecil único. E sem dúvida alguma, sei que sentem sua falta. Apesar de tudo ou por causa de tudo, você se tornou insubstituível. Não, eu não estou fazendo um elogio, você esta longe de ser bom, esta longe de ser sequer decente. Mas não posso negar, nunca conheci alguém tão ordinariamente cativante. Você marcou minha vida como ninguém tinha feito antes.

10 de julho de 2013

Outra pessoa!

Não gosto da ideia de você em outros braços. Não gosto de imaginar você rindo com outra pessoa, brincando, brigando e sendo feliz com qualquer outra pessoa, que não eu. Não suporto imaginar você tendo crises de ciumes por outra. Isso tudo era meu, seus sorrisos, seus medos, seus encantos. Era tudo pra mim. E agora tem uma estranha no lugar que foi meu, tem outra pessoa ocupando seu celular, sua mente, sua vida. Definitivamente eu não sei ser só sua amiga depois de ter sido seu amor. Aquela música ainda é a nossa, e mesmo que você nunca mais tenha escutado, ela ainda toca aqui. Eu ainda vejo nós dois em cada nota e vai ser sempre assim.

14 de junho de 2013

Agridoce


Minha falta de jeito e meu exagero te afastaram e só eu sei o quanto foi doloroso te ver saindo da minha vida pela porta da frente, te ver abandonando o barco e indo seguir um caminho longe do meu. Eu não estou te culpando ou sequer insinuando que você me deixou quando eu mais precisava, não meu bem. Eu me conheço e sei que as vezes sou sufocante e barulhenta demais. Até entendo o seu abandono. Eu bati o pé, chorei, briguei e até te odeie por ter ido embora, mas eu não sou sempre essa criança birrenta. Só queria te lembrar que também já tivemos bons momentos, já rimos até a barriga doer e fizemos coisas idiotas que talvez seja melhor nem lembrar, você sabe do que estou falando. Eu só queria te lembrar, caso você tenha se esquecido, que eu também tenho um lado amável, um lado que você já foi capaz de amar um dia.

Só os teus olhos.

Eu gosto dos seus olhos, sempre gosto mais de sorrisos, mas no seu caso são os olhos. Eles me encantam. É como se quisessem dizer algo, como se esperassem por alguém que os decifre. Me parecem dois labirintos, me perderia facilmente nos teus olhos, nos teus olhares. E quando você sorri e eles quase se fecham, por Deus, como é lindo. Acho que nunca vi nenhuma combinação tão perfeita quanto seus olhos pequenos e seu sorriso tímido, voltados pra mim. 

A última música!

Ouvi aquela música como se fosse a última vez que eu falaria sobre o que senti. Ouvi como se fosse uma despedida pra nós dois, porque daquele dia em diante eu não me permitiria mais sentir saudades suas. Foi como gritar tudo que eu nunca pronuncie, sobre como você mudou pra sempre minha vida. Eu ouvi tocar até o fim, enquanto dizia ao vazio todas as coisas que gostaria de ter dito a você. Foi a última vez que chorei por sua causa.

Sobre o amor:

Ainda existe aqui um pedaço dele que ficou, quando ele decidiu ir embora. Tenho a impressão de que nunca mais sentirei nada parecido. Aquele sorriso torto é o que vou me lembrar sempre que me perguntarem sobre o amor.

12 de junho de 2013

Um mero conhecido.


Há dias eu estou tentando escrever algo, qualquer coisa, coisa simples. Tentando falar sobre o que sinto, mas só agora percebo que não sinto nada. Absolutamente nada. Eu que costumava ter medo, saudade, ciumes e borboletas por todo o corpo, ainda não me acostumei a ser esse nada ambulante.
Depois de jurar que você seria o meu "pra sempre" é estranho te ver e não sentir nada. Eu me lembro de como eu costumava arrepiar quando você olhava pra mim, e de como me sentia insegura, frágil e sem jeito com sua presença.
Me lembro claramente de como apaixonei por você e de cada detalhe que me fez te querer tanto. Mas não tenho ideia de como ou em que momento deixei isso pra trás. Não sei explicar quando foi que você deixou de ser o pedido das minhas orações, quando foi que deixou de o único e se tornou só mais um. Não sei.
Quando eu menos esperava, finalmente te encontrei, só que dessa vez as luzes não pareciam mais fracas e nem você tão brilhante. O seu sorriso não era mais tão encantador e te ver ir embora não fez diferença. Você que me tirou tanta coisa, não me tira mais nada, nem o sono.

27 de maio de 2013

Antes de me perder.

Você nunca ria das minhas piadas. Não se interessava pelos meus dias. Não sabia pra qual time de futebol eu torcia, nem qual era minha música favorita. Criticava o modo como eu falava e minha risada alta te incomodava. Nunca gostou das mesmas musicas que eu e prefira ficar sentado à dançar. Odiava meu esmalte rosa e meu shorts rasgado. Fazia questão de ressaltar meus defeitos e acho que nunca prestou atenção nas minhas milhares de tentativas falhas de te agradar. Me deixava em casa pra sair com seus amigos e todas aquelas garotas que mais pareciam de plastico, montadas como barbies. Me dizia "te amo" como quem diz "vou até a padaria". Reclamava do meu perfume, nem sei quantas vezes eu troquei, nenhum nunca te agradou. Não gostava do modo como eu prendia o cabelo e me dizia que era melhor desistir, eu não era boa o suficiente para aquela faculdade. Aliás, eu nunca era boa o suficiente em nada. Mas eu permaneci ao seu lado por muito tempo, nem sei por quais motivos, mas eu permaneci.
Eu fiz tudo que pude pra ser mais inteligente, elegante, discreta, bonita e agradável. Mas um belo dia eu acordei e percebi que nunca seria a mulher ideal pra você. E sabe, isso é ótimo, porque eu nunca quis me tornar o tipo de mulher com quem você socializa. Eu queria seus olhos mirados em mim, mas nunca quis ser o tipo de mulher que pra quem você olha. Eu já era o que eu queria ser, não fazia sentido mudar. Foi nesse dia que eu decidi ir embora, e foi nesse dia que você resolveu me amar.
Mensagens ignoradas, ligações não atendidas, encontros evitados. Você não era mais parte fundamental da minha vida, não era mais o cara certo. Eu conheci alguém que me amou antes de me perder.

23 de maio de 2013

Bem acompanhada.

Antes eu costumava imaginar você me acompanhando por todo o caminho de casa, como no dia em que nos conhecemos. Mas ultimamente minha única companhia tem sido eu mesma. E pela primeira vez me sinto completa de verdade. Eu que achava que você fosse o que faltava em mim, descobri que nunca me faltou nada.

Espaço em branco...

Não é saudade, não é. Não é amor disfarçado, nem orgulho ferido. É só um nada que ficou onde você costumava ficar. As frases que leio por aí já não servem pra mim. Não rolo mais na cama antes de dormir, nem tenho mais por quem pedir. Eu vejo casais na rua e não me vejo mais do seu lado. Eu leio amor, mas não o sinto. Ouço musicas e não escuto mais seu nome na melodia. Nenhum tipo de sentimento se encaixa em mim. O amor acabou e tudo que sobrou foi um estranho espaço em branco, como aquele de quando jogamos um móvel velho fora. Você que era tudo pra mim, agora é só um nome numa lista idiota, um rosto nas fotografias, só um cara que conheci.

Encontro.

Andando distraída por alguma rua, o destino resolveu me levar até você. Por um mero acaso nós nos encontramos em alguma esquina qualquer. Se você tivesse saído de casa dez minutos antes não teríamos nos encontrado. Se meu almoço tivesse demorado alguns minutos a mais, também não teríamos nos encontrado. Se você tivesse escolhido qualquer outra rua nós dois jamais cruzaríamos um pelo outro. Se eu tivesse tomado outro caminho, ah se eu tivesse tomado outro caminho, não teria te amado tanto. Mas como numa peça do destino tudo se encaixou perfeitamente para que nós dois pudéssemos nos ver naquele dia. Naquele instante. Naquelas circunstancias.
O sorriso mais bonito que já conheci, não por ser bonito de fato e sim por ter o encanto de que sorri com gosto, com vontade de ser feliz. E no instante em que te vi, eu soube que estava diante de tudo que faltava em mim. Todo o resto perdeu a importância.
Depois de passar o dia todo ao seu lado, cada palavra que saia da sua boca me fazia sorrir, feito alguém que acaba de ganhar na loteria. Você era como um pedaço do céu que cabia dentro do meu abraço. E eu te amei. Desde a primeira vez em que você sorriu pra mim, eu te amei. Naquele instante, diante dos seus olhos, entre seus braços, eu estava assinando minha sentença. Me dei de presente a você e acho que essa foi uma das maiores, se não a maior, estupidez que já cometi. Daquele dia em diante eu pertenceria a você...

26 de abril de 2013

Simples assim.

Existe tanta gente interessante por ai. Existe tanta gente bonita, bonita do lado de dentro. E as pessoas bobas preocupadas com dinheiro. Preocupadas com seus carros e roupas, nem se dão conta da beleza que existe na simplicidade. Há um encanto especial em que leva a vida de um jeito simples, sem se importar com que vão pensar, sem as complicações de quem vive de aparências. No fundo, a gente não precisa de toda essa modernidade, de todo esse dinheiro, de toda essa agitação do mundo. Só precisamos de alguém que queira dividir uma cama, um café, um sonho e uma vontade de viver. Viver feliz.

20 de abril de 2013

Não duvide de si mesmo!

Você é interessante sim. O problema é que as pessoas costumam julgar depois da primeira frase que sai da sua boca. Elas não dão tempo. Não esperam pra conhecer melhor, te classificam como monótono e te esquecem. Mas olha, você é muito mais do que uma conclusão que tiraram em 15 minutos de conversa. Você provavelmente tem muitas histórias pra contar. Tem algum lugar favorito no mundo. Você com certeza tem sonhos e segredos que não conta. Tem medo. Tem manias só suas. Tem um dom, não importa qual seja, você é bom nisso. Ninguém é só o que se pode ver. Todos nós temos um lado que o mundo não conhece. E não importa que digam o contrario, tenha certeza de que você é sim, especial. Existe alguém por ai, só esperando pra te conhecer.

Mania de sentir demais.


Eu tenho esse dom ou defeito, de transformar qualquer lance de uma noite em uma coisa bonita. Essa mania de querer colocar emoção em tudo, em todos. Mania irreparável de procurar um sentido oculto em cada frase ou movimento realizado. Sempre julgo as pessoas mais encantadoras e misteriosas do que elas realmente são. Preciso parar com isso!

12 de abril de 2013

Visita ao ex-homem da minha vida.

Tomei coragem, entrei no carro e dirigi até sua casa. Faz tempo desde a última vez em que estive aqui, tempo demais eu diria. Eu sentia meu estômago revirar vazio. Era como aquele frio na barriga quando você esta prestes a fazer algo importante ou arriscado. E nesse caso eram as duas coisas.
Você estava lavando o carro. Sem camisa, descalço, ouvindo as mesmas musicas de sempre. Era como se o tempo não tivesse passado pra você. Como se ainda fosse exatamente o mesmo menino. E naquele instante foi como se eu tivesse voltado um ano no tempo. Parece pouco, mas um ano muda muita coisa, tira tudo do lugar. Contei até 3 e desci do carro. Você me olhava como quem tenta disfarçar o espanto. E abriu o mesmo sorriso ordinário e gostoso de sempre. Antes que pudesse me dizer oi ou perguntar o que eu estava fazendo, eu comecei a despejar tudo que nunca ousei te dizer.
"Cala boca e me escuta, por favor... Eu nem sei como eu consegui chegar até aqui, mas eu cheguei. E eu  queria te dizer o quanto você foi um imbecil comigo. O quanto eu dei duro pra ficar do seu lado e como eu quis arrancar cada osso do seu corpo quando você jogou tudo isso fora. Eu abri mão de uma coisa chamada orgulho por você, mas tudo bem porque orgulho, apesar de fazer parte de mim, é mesmo algo  dispensável. Eu briguei com muita gente pra defender nós dois porque eu pensei que nós tínhamos algo especial. Mas eu estava enganada. Você tinha algo especial, eu. E só. Eu me perguntei umas 488 mil vezes o que tinha de errado comigo e porque você não me levava a sério. Ai eu descobri que não tem nada de errado comigo, o problema sempre foi você e o seu ego imenso que te faz pensar que você é fantástico. Mas única coisa fantástica aqui foi a minha capacidade de achar que no fundo você tinha algo de bom. Você é raso, fútil, superficial e mimado. Eu nem sequer posso sentir raiva de você, porque tudo que eu sinto é pena. Pena por você não ter reconhecido a mulher sensacional que eu sou e que você acaba de perder."
Antes que ele tivesse tempo pra me responder eu virei e sai desfilando, é, desfilando. Porque andar naquele momento não era suficiente. Entrei no carro, liguei o som e voltei pra casa me sentindo mais mulher do que nunca.

11 de abril de 2013

E quando vira amor?

Outro fim de relacionamento, não sei porque ela ainda insiste com os mesmos caras. Não literalmente os mesmos, mas o mesmo tipo, idiotas. Dormiu enquanto chorava, depois de chegar de mais um romance fracassado. Nem preciso dizer que a maquiagem estava mais borrada que a de uma Drag Queen depois de um porre. Era uma cena lamentável aos olhos de Antonio, o mais intimo e preocupado, amigo da jovem recém abandonada.
Eles tomavam café da manhã juntos todas as manhãs da semana, exceto aos domingos, dia em que Antonio visitava a avó e Isabel acordava de ressaca quase na hora do almoço.
Ele entrou no quarto com seu bom humor matinal quase irritante e pelo estado em que encontrou Isabel soube logo, mais um romance havia acabado.
"Não sei porque você ainda chora, todos eles sempre vão embora."
"Você poderia ser mais compreensivo com a minha perca, não?"
"E você poderia aprender a não levar tão a sério, semana que vem vai estar bebendo com ou por outro cara."
"Não levar a sério? Minha vida amorosa é mesmo uma piada pra você, não é. Só que dessa vez é pra valer, eu estava apaixonada."
"Você disse a mesma coisa duas semanas atrás. Levanta e vem, hora do café. E por favor, lava o rosto, você ta terrível."
"Preciso de álcool não de café.
"Às 8 da manhã? Você quem sabe."
Eles pareciam não concordar em nada. Ele praticava esportes e mantinha um regime saudável. Ela começava academia todo mês, mas nunca frequentava mais do que 4 dias. Ele era do tipo misterioso. Ela era facilmente decifrável. Ele gostava de som ambiente. Ela de enlouquecer os vizinhos com o volume mais alto. Ele tinha poucos amigos. Ela conhecia até os taxistas da cidade. Ele gostava de gatos. Ela preferia cães. Ele tinha um sorriso calmo, tranquilo, quase misterioso. Ela tinha uma gargalhada que se ouvia à metros. Havia algo de errado no cosmo, eles nunca deviam ter simpatizado um pelo outro.
"Estou pronta."
"Finalmente, acho que devíamos almoçar pela hora que já é."
"Mania chata a sua de cronometrar a vida."
"Mania chata a sua de estar sempre atrasada."
Saíram juntos até a padaria da esquina. O lugar de sempre. Era quase uma tradição. Mas essa não era uma manhã qualquer. Depois de hoje as coisas mudariam, talvez pra melhor talvez não. Mas com certeza mudariam.
Um homem com jeans rasgado, camiseta branca por baixo de uma camisa escura e tênis entra na padaria. Os olhos de Isabel se fixaram. Pareciam atravessar o sujeito. E Antonio sentiu um desconforto. Era o cara da noite passada, e Antonio odiou aquilo. Odiou aquele cara ali, no lugar que era só dos dois. Odiou a invasão, odiou a atenção que o sujeitinho recebeu, odiou. Saber que Isabel saia com outros caras nunca o incomodara tanto. Talvez porque ele nunca tenha conhecido nenhum deles sequer. Os homens com quem ela saiu nunca tomaram forma. Nunca tiveram um rosto. Mas aquele estava ali. Pela primeira vez ele se sentiu menos especial. Menos único pra ela. Afinal, o cara tava ali. E ela estava nitidamente abalada.
"Vamos embora Bel?"
"Será que dava pra esperar um pouco mais? Só um pouco?"
"Não temos tempo, preciso chegar mais cedo hoje."
"Então vai na frente, eu vou ficar aqui um pouco mais."
Um pouco mais? Ela queria ficar um pouco mais ali, com ele. Ele era pra ser só mais um e porque diabos estava aqui hoje. Será que ela ensinou o endereço da nossa padaria a ele pra que pudessem tomar café juntos caso não tivessem terminado? Será que eu seria trocado essa manhã se ele não tivesse feito besteira e terminado com ela? Será que dessa vez é pra valer, ela ama esse sujeito? Aliás, quem é esse sujeito?
Antonio fez a si mesmo todas essas perguntas em menos de um minuto. Pela primeira vez ele se sentiu ameaçado. Com medo. Talvez fosse hora de contar tudo que havia descoberto à noites atrás. Ele não queria ser só um amigo pro resto da vida. Ele não queria mais dar conselhos, não queria mais rir dos desastres amorosos dela. Queria ser um deles. Ele não queria mais ouvi-la lamentar por caras que nem a conheciam direito. Passou o dia e parte da noite criando coragem pra falar com ela.
"Precisamos conversar."
"Agora?"
"Eu sei que é meio tarde, mas não posso esperar."
"Meio tarde? São duas da manhã. Eu diria que é bem tarde."
"Não dá mesmo pra esperar, tem que ser agora. To aqui fora, abre a porta."
"Você ta aqui? Ta aqui fora? Qual seu problema, não podia esperar até amanhã?"
"Não"
E desliga o telefone.
Ela abre a porta com a cara mais sonolenta que se possa imaginar, cabelo bagunçado, pijama e uma lanterna porque a luz da área esta queimada a quase um mês e por preguiça e falta de tempo ninguém à trocou.
Antonio mal lhe deu tempo pra chama-lo pra entrar e ali fora mesmo começou a dizer tudo que um simples amigo não diz.
"Não sei porque isso aconteceu, mas hoje de manhã eu quis muito arrastar aquele sujeito pra longe de você, pra longe de tudo que fosse seu. Eu acho que nunca odiei tanto uma pessoa. Ele não merece seu rosto manchado na manha seguinte, não merece o porre que você quis tomar por ter levado um fora, aliás nenhum dos caras com quem você saiu até hoje merece. Afinal, quem é imbecil o suficiente pra te dar um fora. Você é tudo que qualquer cara com o QI médio quer. Não, você é tudo que qualquer cara, com ou sem QI quer. Quando eu disse que você ia estar apaixonada por outro semana que vem, eu daria qualquer coisa pra ser esse outro.Você é divertida, corajosa, espontânea, bem-humorada.Você tem a risada mais gostosa que eu já ouvi até hoje, eu poderia ficar te vendo sorrir pro resto da minha vida. Você é educada sem parecer falsa, é inteligente sem parecer arrogante. Você é incrível e eu sinceramente não posso mais te ver se machucar com esses idiotas que não conseguem ver metade da mulher que você é. Droga, eu te amo Isabel."
A lanterna cai no chão, Isabel quase cai no chão com tudo isso que acaba de ouvir. E ao contrario de qualquer reação que Antonio esperava, ela soltou uma gargalhada. Uma daquelas que dá vontade de rir junto. E disse:
"Porque você demorou tanto tempo pra falar isso? Eu estava quase desistindo de esperar por você."
"Como assim?"
"Todos os caras com quem eu sai até hoje foram tentativas falhas de encontrar você em outra pessoa. Eu estava esperando você se dar conta de que nós nunca fomos só amigos."
E o assunto se encerrou. Como todo mundo deve imaginar, eles se beijaram ali mesmo no quintal, iluminados pelo luz fraca de um poste da rua.

8 ou 80!

Porque é sempre assim, eu sou assim. Não sei comer na medida certa, não sei falar na medida certa, não sei  dançar na medida certa e não sei gostar na medida certa. Eu sou sempre esse desequilíbrio  É tudo ou nada, sem meio termo, sem medida certa. E nesses meus exageros sempre acabo sozinha com minhas expectativas, que sempre são ou extremamente boas ou completamente ruins. Olha só, até as minhas palavras são em excesso. Mas eu to tentando, to tentando não ser sempre assim. Tentando não fazer de tudo uma festa ou uma tragédia. Porque quando se é assim, como eu, os amores são mais fortes, mas a dores são sempre maiores. Eu preciso aprender a diferenciar quem é digno de uma noite de choro, de quem não merece nem meus sorrisos mais amarelos. Sofrer por todo romance é loucura.

22 de março de 2013

Por falta!

A verdade é que eu queria escrever uma história bonita que as pessoas gostassem de ler. Mas não posso, eu só sei escrever sobre o emaranhado de sentimentos que eu sou e sobre o quanto me machuquei nos últimos tempos. Queria poder dizer que não foi por falta de amor que as coisas entre nós deram errado. Mas a verdade é que não foram os acasos do amor que nos separaram, foi a ausência dele. Foi pela falta de amor que você me deixou escapar, foi por falta de amor que você embora e eu não estou falando da distância dos nossos corpos e sim das nossas almas. E foi pela falta de amor, da sua parte, que nossos caminhos nunca mais se cruzaram.

Caminhando sozinha.

Tive que aprender sozinha como lidar com sentimentos perturbadores e talvez não tenha feito tudo certo. Magoei algumas pessoas no meio do caminho e realmente sinto muito por isso. Fiz coisas das quais não me orgulho, mas não foi por mal, eu juro. Eu só estava tentando acertar. Me acertar. Eu cai algumas vezes e tive que me levantar sozinha quase sempre, admito que algumas vezes tive ajuda e sempre serei grata a quem me estendeu a mão sem receber nada em troca. Sempre serei grata aquele sorriso gentil e aos cuidados que ele teve comigo. Ninguém sabe o que ele realmente significou e eu prefiro assim. Prefiro manter em segredo as vezes em que ele me disse verdades que ninguém tinha coragem de dizer e também as vezes em que me cercou de carinho e proteção como uma criança que precisa de toda atenção. Mas a verdade é que eu estava o tempo todo tentando fugir de mim mesma e de tudo que eu não queria sentir. Demorei a perceber que fugir não é uma solução, pra onde você vai seus fantasmas vão atrás. Você precisa encarar. Só se acaba com um medo sobrevivendo a ele. E o mesmo serve aos sentimentos que não se quer sentir. Você precisa se permitir senti-los ao máximo para então superar.

21 de março de 2013

O vazio também entristece.

Eu preciso dizer alguma coisa, preciso gritar pra alguém. Esse silêncio ta me matando. O silêncio nunca foi algo que eu gostasse e agora ele esta em toda parte. Onde esta você agora com toda aquela confusão. Onde estão todos os planos que eu tinha ao seu lado. O tempo e esse silêncio estão me roubando de você. Me roubando dos sonhos que fiz. Preciso saber de você, saber dos teus planos pra poder te sentir aqui. Porque, meu bem, se eu não puder te sentir então a gente se perdeu de vez. Se eu não puder ouvir aquela musica e lembrar de como era estar ao seu lado então tudo esta acabado. É como jogar a toalha e declarar minha desistência. Aceitar que a distancia enfim te tirou de mim. É como amar um fantasma. Ou ainda pior, deixar de amar o fantasma que te acompanhou por tanto tempo. Eu fico assim, perdida. Eu vivi tanto tempo dessa saudade que agora que não consigo senti-la é como se faltasse algo em mim, como se me faltasse a dose diária de tortura que me fazia ter certeza de que ainda estava viva. Eu não sei mais sobre o que sinto e odeio não saber das coisas. Odeio esse nada que estou sentindo agora. Odeio o fato de não ter certeza se deixei de te amar ou se me acostumei com a saudade a ponto de nem notar mais a presença dela. Odeio essa insegurança à seu respeito e odeio não poder confirmar minhas dúvidas. Odeio não saber nada sobre você. Odeio não te ver e nem ler as bobagens que você me escrevia. Odeio você ter desaparecido e se tornado essa página em branco. Odeio ter que viver como se você tivesse morrido.

28 de fevereiro de 2013

Mereço mais...

Depois de lamentar tanto sua ida, eu percebi que você nunca mereceu, nem só por um dia sequer, todo o amor que eu te dei. "A gente aceita o amor que acha que merece", bem, hoje eu vejo que o que você podia me oferecer era muito pouco. Seu amor é finito, não vence barreiras, é egoísta e orgulhoso. E você é assim, você não muda, não vai mudar nunca. E eu lamento muito te dizer, mas provavelmente você acabe sozinho, ou ainda pior, ao lado de uma mulher fraca, carente e insegura o suficiente pra aceitar as migalhas de afeto que você pode oferecer. E devo admitir, por mais que eu já tenha tido vontade de ser essa mulher, a sua mulher, agora eu vejo que eu não sobreviveria à rotina fracassada que teria ao seu lado. Meus sonhos são maiores que isso, são maiores que você. Prefiro sentir sua falta pro resto da minha vida do que aceitar receber apenas esse teu amor pequeno.

Apenas amor!

Acho que você só pode chamar de amor um sentimento que não depende da bondade do outro pra existir. Não é como simpatia, que a gente tem por pessoas gentis. Não é como admiração, que a gente tem por pessoas que fazem coisas grandiosas ou por certas atitudes. Amor não é resultado de belas ações. Quero dizer, a pessoa não precisa ser generosa, gentil, caridosa, amável, popular. Não precisa cometer atos de coragem, nem ser alguém honrado pra ser amado. A pessoa não precisa ser politicamente correta, não precisa de nada disso.
Talvez você não concorde comigo. Talvez ache indispensável no amor da sua vida qualidades como, ambição, habilidade de falar em publico, bom gosto musical e um passado sem censura. Bem, o que eu poderia dizer sobre o homem que eu amei. Ele não era nada disso. Mas despertava em mim algo que eu nunca vou saber explicar. Ele não era o que chamam por ai de "bom partido", mas me deu momentos em que cheguei a pensar que não existisse felicidade maior no mundo. Eu amei um sujeito problemático cheio de defeitos que me ensinou uma a coisa mais importante que aprendi até hoje: todo mundo precisa ser amado, por mais que as vezes não mereça. Ninguém é suficientemente abominável que não mereça receber amor.

21 de fevereiro de 2013

Impossível...

Eu me recuso a acreditar que você não sente. Me recuso a entender que você calcula seus sentimentos e suas ações. Não há nada que me faça aceitar que você é esse monstro vazio. Não, não o homem que eu amei. Não consigo e não quero acreditar que fingiu tudo. Posso conviver tranquilamente com a idéia de que você não me amou, mas não com a idéia de que mentiu sobre tudo, até sobre seus medos. De que foi tudo um grande teatro. Não foi. Não pode ter sido. Não pode ter mentido no dia em que chorou, no dia em que ficou arrasado. Não pode ter mentido quando me deu conselhos que sigo até hoje. Não pode ter mentindo quando pediu perdão, que pessoa no mundo pede perdão da boca pra fora? Não, eu sou incapaz de acreditar que você é esse poço de egoísmo. Incapaz de acreditar que amei um ser humano tão vazio assim. Prefiro continuar acreditando que você mentiu sim, que fingiu um sentimento que nunca teve, que foi um grande imbecil e que talvez tenha até se divertido com isso. Mas que de alguma forma se arrependeu. Do seu jeito estranho lamentou tudo o que fez. É nisso que acredito. Que o mal que causou, nunca foi de fato por mal.

31 de janeiro de 2013

Tão cheia de nada!

Eu tentei. De todas as formas existentes, eu tentei me preencher. Eu não era essa pessoa, não era o que me tornei. Talvez eu fosse melhor antes. Talvez eu fosse mais feliz antes. Os 50 novos amigos que fiz não me fizeram menos sozinha que antes. Não me fizeram esquecer as amizades que perdi. Eu ando por ai sorrindo, mas nenhuma risada que eu solte hoje, é tão inocente e/ou sincera quanto as risadas que soltei antes. Antes de me tornar o que me tornei. Eu nem sei quem eu me tornei. Só sei que foi preciso. Foi preciso me tornar essa estranha, pra continuar vivendo. Foi preciso preencher o espaço que vazio que você deixou e eu acabei o enchendo de coisas desnecessárias, me enchendo de coisas fúteis. Mal reconheço a pessoa que vejo no espelho. Me enchi de estupidez, transbordei de egoísmo. Mas não culpo você, eu culpo a mim mesma, por ser fraca. Por ter vestido uma casca, tão fútil, pra me esconder do mundo. Pra esconder de você o quanto eu estava destruída, enquanto você vivia bem. Culpo a mim mesma por ter me disfarçado atrás de sorrisos falsos em vez de assumir que estava na pior. É, eu estava na pior, eu não havia superado nada, aliás... Eu nunca superei você. Nunca superei a rasteira que me deu. Se tivesse superado não estaria usando até hoje, a armadura que criei naquela época. Não estaria até hoje tentando provar que sou forte. Não estaria, agora mesmo, com medo do amor. Por sua causa eu me tornei outra pessoa. Uma pessoa pior.

28 de janeiro de 2013

Despedida...


Em algum lugar dentro de mim eu acreditava que eram sinceras suas lagrimas. Era como se eu acreditasse querendo desacreditar que você, mesmo que só as vezes, também tinha sentimentos. Que não era uma pedra de gelo como parecia na maior parte do tempo. Eu sabia que tinha algo de errado com você, mas algo me dizia que você não era de todo mal. Como se meu amor reconhecesse dentro de você um sentimento bom. Um sentimento real que nem mesmo você entendia. Como se bem la no fundo, onde ninguém enxerga, onde nem mesmo você tem controle, morasse um sentimento confuso e sufocado...

Só preciso saber de você.

E se fosse você? E se fosse você uma das dezenas de pessoas que morrem todos os dias. Essa noite eu agradeci por você. Agradeci por sua vida, agradeci por você ainda fazer parte desse mundo, mesmo que não faça mais parte do meu mundo. Agradeci por acordar e saber que você ainda respira. Agradeci porque por alguns segundos eu imaginei como seria receber a noticia de que você se foi. E fique sabendo, foi terrível.
Eu descobri que não importa aonde você esteja ou com quem esteja, eu acordo todos os dia e sei que você esta bem. E isso é o que realmente importa. Você esta seguro. Você não faz mais parte dos meus dias, não pertence à minha rotina, não esta nas minhas memórias e historias recentes e provavelmente não fará parte do meu futuro. Mas apesar de tudo isso, eu sei que você esta vivendo. Consegue me entender? faz parte de mim e das minhas necessidades saber que você esta bem. Saber que o um dos pedaços mais importante da minha vida, ainda vive. Não haveria chão suficiente pra eu pisar, em mundo onde você não existisse. Eu desabaria.
Apesar das dezenas de coisas que me impedem de ficar do seu lado, incluindo seu desinteresse, eu ainda preciso saber que você esta ai. Saber que em algum lugar, ainda se pode ouvir o som da sua risada...

19 de janeiro de 2013

Em resumo.

Não há mais sobre o que escrever. Não há mais nós dois. Não há mais medo da distancia, porque ela enfim me venceu. Não há mais você aqui, aliás, talvez você nunca tenha estado mesmo aqui, de alma presente.
Eu te deixei ir embora de vez. E só eu sei o quanto doeu colocar outras pessoas no espaço vazio que você deixou, mas foi preciso. Foi preciso todo o meu esforço pra existir numa realidade em que você não fazia parte. Foi preciso dar o melhor de mim pra não te mandar um texto explicando que não dava pra ser eu sem você. E depois de tudo, eu percebo que a solução não era ter tentado te substituir ou te apagar e sim aceitar que não preciso te esquecer pra deixar de te amar.


Meu ponto fraco:

Só não me peça pra esquecer. Não me peça pra apagar tudo, porque eu já me pedi isso milhares de vezes. E ainda não adiantou. Não me diga que foi um caso passageiro como todos os outros porque não foi. Definitivamente, se tem uma coisa que ele não foi, foi ser como todos os outros. De um jeito, meio ordinário, ele conseguiu fazer a diferença, e eu nem sequer sei porque. Não sei o que tem dentro daqueles olhos castanhos, que me fizeram esquecer do mundo quando os vi. A única coisa que sei é que eles me dominavam.
Não é algo que eu possa explicar. Não há absolutamente nada de espetacular nele, a não ser o tamanho do seu ego. É só um cara comum, que leva uma vida comum. Não há nada de diferente, não há nada de misterioso ou encantador. É como o cara que mora na esquina da sua casa, como o ex-namorado da sua cabeleireira, como o amigo do seu primo ou o primo do seu amigo, tanto faz. É um desses homens que tem sorriso escancarado e o mesmo texto pronto pra todas. Descomplicados e fáceis. O tipo de cara que faz da vida uma festa e que toda mulher já teve, ou ainda terá, um exemplar em casa. Tipos banais que você poderia até colecionar se quisesse. 
Talvez seja esse o encanto. A conversa descontraída, o riso fácil, o jeito desinibido, o brilho nos olhos, a praticidade. Quem não se apaixonaria por alguém que faz tudo ao redor parecer mais simples e divertido. Ele é desses, sem tirar nem por. E por alguma razão filha da puta, até hoje, ele foi o único que conseguiu abalar toda minha estrutura. E deixou bem claro meu ponto fraco: cafajestes.